Archive for the 'Jornalismo Especializado' Category

14
out
08

Algumas boas dicas

Buenas, outrapauteanos!

O post de hoje é mais sério que de costume. XD hahahaha

Fim do ano chegando, ano acadêmico congestionado, mas sempre tem uns malucos que se arriscam em ir além das obrigações dos cursos, não é?! E sempre vale a pena. Estão abertas as inscrições para as participações em alguns eventos regionais e nacionais, olhem só:

Para os mais interessados em produção científica, participação de eventos com apresentações de trabalho, ou  como ouvinte mesmo, vai uma dica:

Estão abertas as incrições para a participação na II Jornada Integrada de Comunicação e Pesquisa da Unicentro, Universidade Estadual de Guarapuava.

As inscrções vão até dia 22 de outubro, podem se increver alunos, professores com trabalhos e quem quiser, na categoria de ouvinte.

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Mas você, leitor, tem mais intimidade com a criação gráfica, curte fazer uns desenhos…Também temos uma dica:

A Central de Outdoor inicia as inscrições para Premiação da 17ª Edição do Prêmio Central de Outdoor, em todo o Brasil.

Para concorrer é preciso, além de estar matriculado em uma instituição de nível superior, enviar a arte de um outdoor segundo a temática sugerida.

Essa notícia é mais para acadêmicos de publicidade e aventurados ao design, que sabemos que com frequência visitam o blogue. Bora participar.

Mais informações

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ok. Digamos que você não cursa jornalismo, nem comunicação social, nem publicidade… mas, tamém, temos uma terceira dica.

Estão abertas as incsrições para o Fórum Social Mundial Amazônia, que ocorrerá na cidade de Belém de 27 de janeiro a 1º de fevereiro de 2009.

Conheço algumas pessoas que foram na edição do Fórum de Porto Alegre e não se arrempenderam, bem pelo contrário. E ainda mais, em Belém…Putz!

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Este foi o post mais informativo. Logo, logo, postamos algo mais descontraído.

Té.

24
set
08

Comunicação é CiÊNCIA

Boa-tarde, outrapauteanos!

Bom, pessoal, o caderno está com algumas páginas já diagramadas e provavelmente fecharemos antes essa semana, pena que isso não influi em vocês poderem ler antes, não é?! Mas tudo bem, na segundinha, a 24ª edição estará disponível nas bancas. Ainda não posso adiantar o tema. hehehehe

Ah! Esta semana teremos Retranca. Domingão cultural então, porque também tem o Gazeta ALT.

E por falar em cultura, a Prof. Dra. Patrícia Marcondes de Barros (FAG- Comunicação Social) nos mandou um e-mail noticiando o lançamento da 6º edição da revista Eletrônica Advérbio dos cursos de Comunicação social da FAG.

“A revista ADVÉRBIO tem como objetivo propiciar o debate de idéias, estimulando a produção científica entre discentes, docentes, pesquisadores na área de Comunicação Social e áreas afins”.

Acessem e vasculhem. vamos prestigiar estas iniciativas (raras) locais.

http://www.fag.edu.br/adverbio

09
set
08

Direito adquirido

Bom-dia, pessoal!

Gostaríamos de, primeiramente, convocar os visitantes silenciosos do blog para que se manifestem, temos muitas visitas por dia e poucos comentários, e nossa curiosidade pergunta: Quem são vocês??

Ontem tivemos mais uma reunião de pauta, fizemos uma avaliação do caderno do dia e dos textos para o próximo. Aliás, fica um alerta para todos os cidadãos comuns da cidade: sabe aquela sensação que às vezes se tem de estar sendo observado? espiado? seguido? Por esses dias pode bem ser verdade. Faz parte da sorrateira próxima edição…

Andando por aí encontrei uma declaração feita pelo Mário de Andrade, 1942, em uma conferência. Ele faz um”balanço” dos erros e acertos da semana de 22. Entre as coisas boa que ficaram ele destaca:

“O direito permanente de pesquisa e criação estética”

Ora, tanto tempo depois da declaração desse direito aos que fazem literatura, porque não estender o direito aos que fazem o Jornalismo Cotidiano? Nosso Jornalismo diário precisa ter espaço para textos que saiam das formas e valorizam a forma e seu poder de significação. Não só de conteúdo se faz o sentido.

E pra terminar, fica aqui uma dica útil: sabe quando você está trabalhando em um computador sem ter um dicionário por perto? Tem um bom dicionário on-line no site da Priberam

Até logo!

22
ago
08

A entrevista com John

Boa-tarde, outrapauteanos!

caderno fechado, agora trabalhando no Retranca…mas vou deixar mais um post. heheheh

Além de agradecer a participação no blogue, da galerinha da 2ª turma da Oficina Outra Pauta participação com comentários muito empolgados, reforço o compromisso dos novos integrantes na segunda-feira (25/08), aqui, às 14h nas dependências da Gazeta do Paraná.

Na próxima edição, silenciosa, sairão os textos da ‘prova de seleção’ dos acadêmicos. Inauguramos mais uma sessão no caderno: as charges de Leandro de Oliveira.  É isso aí! Segunda-feira, todos nas bancas com o caderno em mãos.

Por hora, vou postar uma super, mega, hiper, fantástica animação, que cá entre nós, serve de profunda referência visual para a diagramação do caderno Outra Pauta. Mais uma sugestão nossa, vinda de algumas visitas frequentes ao Ideafixa, uma e-mag, agora com blogue, de altíssima qualidade e repertório visual para influênciar qualquer mente depravada com aspectos artísticos. Fica a sugestão, acesse o blogue, pela imagem a baixo, cabeçalho do site,  já da para perceber um pouquinho do que estou falando.

Como o vídeo está em ingês, traduzimos a descrição dele, ahaham…na verdade nosso amigo, Jeferson Richetti, do ALT, traduziu para a gente. (obrigado).

“Em 1969, um beatlemaníaco de 14 anos chamado Jerry Levitan, equipado com um gravador, infiltrou-se no quarto de hotel em que John Lennon estava em Toronto e o convenceu a lhe conceder uma entrevista sobre a paz. Trinta e oito anos depois, Jerry produziu um filme sobre isso. Com a gravação da entrevista original como trilha, o diretor Josh Raskin criou uma narrativa visual que casa com cada palavra de John Lennon em uma animação ininterrupta. Raskin casa o amendontrador e genial traço de James Braithwaite com as ‘fodásticas’ ilustrações digitais de Alex Kurina, resultando em um fantástico trabalho dedicado à memória de John Lennon e em uma mensagem atemporal.”

31
jul
08

Deadheads without frontiers (have a nice Jerry’s Day)

 O próximo domingo é o Jerry’s Day – dia especial para lembrar de Jerry Garcia, guitarrista do Grateful Dead e inspiração para ‘deadheads” de todo o planeta. A data passou a ser comemorada a partir de 2005 todo o primeiro domingo de agosto.  Não se esqueça de ler o Gazeta Alt no próximo domingo com os ouvidos abertos para a música que nunca para. O vídeo acima foi feito durante a comemoração no ano passado da data que marcava o aniversário do músico (1º de agosto). Jerry Garcia foi um dos principais nomes da cena da contracultura em San Francisco – ele aparece como personagem em “O Teste do Ácido do Refresco Elétrico”, uma das principais reportagens que imortalizaram o novo jornalismo de Tom Wolf. Aqui você vê alguns “deadheads” (fãs obstinados do Grateful Dead) falando sobre seus momentos preferidos nessa longa e estranha viagem…Have a nice Jerry’s Day!

06
maio
08

Referência obrigatória

Comentamos em nossa reunião semanal da oficina sobre o trabalho do jornalista Washington Novaes – um exemplo de dedicação ao jornalismo ambiental que é pioneiro em nosso país. Em agosto do anos passado, mais especificamente num domingo – dia 12 daquele mês – publiquei na Gazeta do Paraná uma entrevista Washington Novaesexclusiva com ele e que reproduzo aqui neste espaço ,para disponibilizá-la mais uma vez para quem se interessa pelo que o jornalismo pode significar enquanto prática para além dos pragmatismos imediatistas de alguns setores do mercado de mídia e, para mais além ainda, do jogo de vaidades e poder da academia. Boa leitura.

Entrevista publicada em 12/08/2007

Washington Novaes: um sábio senhor de coração verde

Aos 73 anos de idade ele é reconhecido internacionalmente. Entre seus trabalhos mais conhecidos está o documentário “Xingú: Terra Ameaçada” e a série “Desafio do Lixo”

 Silvio Demétrio

Especial para o Caderno de Domingo

Está indo ao ar todos os domingos deste mês (agosto/2007) a partir das 18:00 horas pela TV Cultura o documentário “Xingú: Terra Ameaçada” dirigido e produzido pelo jornalista Washington Novaes. Obrigatório não só para quem se interessa por questões indígenas e ecologia, mas para qualquer um que busca perspectivas de construção de uma sociedade mais justa e harmoniosa para o Brasil e o mundo. Novaes é sinônimo de jornalismo e militância ambiental. “Xingú: Terra Ameaçada” é o resultado de um retorno à reserva indígena na qual Washington gravou em 1985 outro documentário, “Xingú: Terra Mágica”. Na época a produção foi exibida pela extinta Rede Manchete de TV. Fez história no jornalismo brasileiro. Washington Novaes hoje tem 73 anos e é reconhecido internacionalmente. Entre seus trabalhos mais conhecidos também está o livro-reportagem que deu origem ao documentário de 1985, “Xingú: Uma Flecha Atravessada no Coração” e a série “Desafio do Lixo”, produzida também para a TV Cultura. Atualmente Novaes mora em Goiânia e deu entrevista exclusiva para a Gazeta do Paraná por telefone. Novaes fala sobre sua paixão pela cultura dos índios, jornalismo, crises da contemporaneidade e política ambiental.

 

Gazeta do Paraná – Sua relação com as questões que envolvem o meio ambiente e a vida no Xingú lhe trouxe reconhecimento como jornalista e documentarista dentro e fora do país. O que o levou a trabalhar com esse tema?

Washington Novaes – A minha relação com o Xingú é uma coisa que vem comigo há 30 anos. Desde o começo me encantei muito com toda aquela vida, quando passei a ir para aquela região para entrar em contato com as tribos que vivem por ali, os Maué, por exemplo, foram os primeiros. Aprendi muito com esse contato. Aprendi que a organização social e política deles é um sistema baseado na auto-suficiência. Imagine você viver numa sociedade onde se pode nascer e morrer sem nunca ter precisado nem dar e, muito menos ainda obedecer a ordens. Isso nos coloca no plano das utopias mesmo. Entre os índios o chefe é o sábio. Ele não dá ordens. Cada um é auto-suficiente porque a tribo é uma sociedade de informação aberta. Não é como o mundo do homem branco onde a informação se torna propriedade de alguns que a exploram, o que gera desigualdade. Não, todos compartilham do conhecimento e por isso não se precisam dar ordens. Porque tudo se resolve segundo um saber que é coletivo. Acho que num momento de profundas crises como o que vivemos nós deveríamos olhar para essas culturas com mais atenção e aprender com elas. Isso me encantou, essa perspectiva de uma vida mais orgânica das relações do homem com ele mesmo e com a natureza. E continua me encantando. Faço o que me toca o coração.  E o que me toca o coração é que essas questões hoje estão no centro das discussões sobre os principais problemas no mundo.

 

Gazeta do Paraná – Desde a realização de “Xingú: Terra Mágica” passaram-se 22 anos. Em que situação hoje estão esses índios. Como você os reencontra em “Xingú: Terra Ameaçada”?

Washington Novaes – Bom, o Xingú é um lugar muito privilegiado. Sua área é praticamente proporcional ao tamanho da Bélgica por exemplo. É uma Bélgica de vegetação e biodiversidade preservada. Os dramas que hoje são vividos pelos cerca de 5000 índios do Xingú vêm de uma situação em que essa ilha de preservação encontra-se cercada de grandes áreas de desmatamento que acontecem na região noroeste do estado do Mato Grosso em função do plantio de soja e da pecuária também. Essa condição cria muitos conflitos em função do contato com o homem branco e sua cultura. Um deles, por exemplo, é que hoje as gerações mais jovens querem se incluir nas novas tecnologias, nas coisas da cultura do homem branco. Isto faz com que os jovens índios de hoje não queiram mais ser pajé. E a figura do pajé dentro da tribo é muito importante porque é ele quem faz a ligação do mundo dos vivos com o mundo dos espíritos. O mundo todo, a vida toda dos índios é regida por espíritos. Essa nova condição ameaça a sobrevivência da sua cultura porque se o índio for separado dessa sua relação com os espíritos dos rios, das matas, dos animais, ele perde a sua essência. Ele deixa de ser índio. Isso é mostrado nesse documentário que resultou do reencontro com os índios com os quais eu havia conversado em “Xingú: Terra Mágica”.  Os mais velhos das tribos temem por isso. Numa das comunidades, por exemplo, existiam três pajés – hoje existe apenas um. Há também o problema das hidrelétricas que estão sendo construídas na região. Ao todo é prevista a construção de seis grandes barragens, duas já estão em construção e os índios estão muito preocupados com isto, indignados mesmo. Temos que nos perguntar a quem esses empreendimentos vão beneficiar. Certamente que há a necessidade de investimentos na área de produção de energia. Mas nesse caso, a crise energética do país é certamente um aspecto secundário. O que a gente pode ver é que prevalecem os interesses na região das grandes corporações de exploração de ferro gusa e de alumínio que são os principais interessados em geração de energia naquela região. Com relação a essas e todas as outras hidrelétricas o que temos de nos perguntar é se precisamos necessariamente tanto dessa energia, a ponto de ameaçar outras formas de recursos como os que são representados por toda a região do Xingú – a biodiversidade, a cultura, etc. Acho que seria um erro o Brasil abrir mão desses recursos que a longo prazo devem ser incluídos na pauta política do país. Vivemos num modelo de desenvolvimento que perdura há 500 anos de exportação de produtos primários, sem valor agregado. Seria um grande erro trocar a biodiversidade por soja, porque este tipo de produção não nos faz sair do mesmo lugar. Patrimônios nossos como o  Xingú, o Pantanal e a Amazônia concentram 10% da biodiversidade de todo o planeta. Temos também 12% de toda a água potável superficial do planeta. É um recurso que pode ser explorado num modelo de desenvolvimento que agregue valor ao que exportamos e que mude nossa situação no contexto da economia mundial. 

 Gazeta do Paraná – É possível pensar a relação entre preservação e progresso segundo uma perspectiva em que uma coisa não anule a outra?

Washington Novaes – Aqui no Brasil se gosta muito de olhar para os americanos e o que eles fazem como exemplo. Já que é assim, temos um exemplo histórico de como preservação e desenvolvimento não se anulam, de como isto pode se dar. Quando aconteceu o segundo grande choque da crise do petróleo em 1973 os americanos investiram pesado num programa de readequação do gasto de energia no país fundamentado numa proposta de eficiência energética. Em resumo, mantiveram-se os mesmos níveis de gasto de energia no país e isto não foi obstáculo para um surto de desenvolvimento da ordem de 40% de crescimento em sua economia.O que eu penso é que não dá para continuar vendo o meio ambiente como um assunto separado dos outros. Qualquer ação que se faça incidir sobre ele não é separada das outras dimensões que sustentam nossa vida. Quando se mexe com o meio ambiente existem conseqüências e impactos no solo, na água, no ar que respiramos, enfim, em tudo.  Isso significa que o meio ambiente é ao mesmo tempo um assunto que tem implicações políticas, sociais, econômicas e culturais. O problema começa com as decisões que se tomam como se essas dimensões fossem separadas, como se elas não tivessem nada a ver umas com as outras. Tomam-se decisões sem perceber as conseqüências num contexto mais amplo de integração das várias dimensões da vida. O meio ambiente deve estar no início e no centro das políticas públicas e privadas porque é ele que integra esses diferentes níveis. A maneira como o índio organiza a sua vida tem muito a nos ensinar nesse sentido. Nunca se pergunta quem é que vai arcar com os custos das decisões políticas em nossa sociedade.  A comunidade tem que levar essas coisas em consideração. Agora,… Isto se mostra ameaçador para muita gente porque implica numa reavaliação e reconstrução de suas visões de mundo. Implica numa mudança na maneira como os governos tratam das questões políticas, ao mesmo tempo numa mudança na maneira pela qual os empresários colocam suas necessidades de lucro a curto prazo e também, num contexto mais geral, em relação à mídia mesmo, porque existe a necessidade urgente de uma mudança de visão de mundo dos jornalistas e de quem trabalha com informação.