05
nov
08

A Iane Contribuiu!

Oba! Conseguimos transformar mais uma leitora em escritora do Outra Pauta. É a Iane Cruz, acadêmica do segundo ano de Jornalismo que gentilmente enviou algumas crônicas para postarmos aqui no blogue…

A primeira fala de liberdade retomando a morte da Irmã Dorothy, que foi assassinada por lutar pela reforma agrária. Fiquem com o texto:

“Não vou fugir e nem abandonar a luta desses agricultores que estão desprotegidos no meio da floresta. Eles têm o sagrado direito a uma vida melhor numa terra onde possam viver e produzir com dignidade sem devastar.” Ao ler esta citação logo vem em mente a idéia “…de um povo heróico o brado retumbante. E o sol da liberdade … ” Mas que país é este como lembra o nosso saudoso Hino Nacional? Onde está essa liberdade? Em que continente se esconde? Certamente na pátria idolatrada da América do Sul é que não é.

Aqui, descansa em paz uma freira; Irmã Dorothy que, fez jus ao tão idolatrado hino brasileiro, a tão idolatrada terra do Brasil. Esta sim, pode-se dizer que fez parte de um povo heróico que já não existe mais.

Mulher antes de ser freira, lutou como um guerreiro no fronte de batalha, para denunciar as irregularidades ambientais e as desigualdades sociais na cidade de Anapu no Pará e na região.

Graças ao tão almejado mundo capitalista, ela foi assassinada com sete tiros.

Onde estava a polícia pra fazer jus a proteção policial que a irmã vinha pedindo a tanto tempo? Foi esta mesma polícia que investigou o caso depois que já não dava pra fazer mais nada?  Onde estava a imprensa para exigir que os direitos exigidos fossem cumpridos? A resposta para perguntas desta natureza talvez fiquem a “sete palmos”, junto com o caixão da irmã Doroti; que será lembrada, somente lembrada e nada mais.

Este é o país da liberdade de expressão, mas que no fundo, quando esta liberdade quer aparecer, tudo vira em pizza ou em morte. E assim, fatalidades como esta, que interrompeu 73 anos dignamente vividos, ficam no esquecimento.

A vergonha que se instala na Amazônia com a problemática territorial não é recente. Certamente, será preciso importar mais milhares de “guerreiros” de outras nações para dar continuidade na luta por um Brasil mais justo, porém, com estes ditos guerreiros podem vir os oportunistas.

Até quando o Brasil vai ser lembrado como terra de ninguém? Ou pior, lembrado pela sujeira da máfia capitalista? Há de chegar o dia em que o brasileiro ouvirá o hino nacional e poderá dizer: agora sim, esta é a minha nação, esta é uma pátria iluminada pela dignidade de um povo e não de uma terra marcada pelo sangue de tantos. Salvo o dia em que este dia chegar, espera-se que até lá, exista uma imprensa consciente e empenhada para contar o final da história.

 Iane Cruz

Amanhã temos a edição sobre as bicicletas aqui no blog. Obrigado ao Diego (ou J. Duke) que é econômico e mantém este blogue como página inicial, assim economiza digitação todos os dias.

Até bem breve

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1 Response to “A Iane Contribuiu!”


  1. 1 j. dUkE
    6, novembro 2008 às 12:58 pm

    Só passeia conferindo.
    Ser anônimo, que por detrás de entrelinhas, é realmente ser anônimo ou uma forma de mosrtrar-se inteiramente sem ser percebido?


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